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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Metamorfismo

Metamorfismo é o conjunto de processos geológicos que leva à formação das rochas metamórf
icas. Esses processos envolvem transformações físicas e químicas sofridas pelas rochas, quando submetidas ao calor e à pressão do interior da Terra.


Durante o metamorfismo ocorre transformação de uma rocha preexistente numa rocha final distinta, composta por minerais estáveis para as novas condições. As modificações mineralógicas são frequentemente acompanhadas por variações texturais durante a formação de rochas metamórficas.


O termo metamorfismo significa "mudar de forma", e ocorre em função de três factores de metamorfismo:

  • Pressão;
  • Temperatura;
  • Fluidos.

Estes factores originam modificações nas rochas, nomeadamente ao nível da textura e mineralogia, de modo a que as rochas se tornem estáveis nas elevadas condições de pressão e temperatura.

As elevadas pressões e temperaturas provocam uma compactação e recristalização mineralógica, em algumas situações, os minerais estáveis aumentam de dimensão, formando cristais por vezes perfeitos. Todo este processo ocorre sem modificação química global.
Existem vários tipos de metamorfismo,mas os mais importantes são:
  • Metamorfismo regional: as rochas pré-existentes não são modificadas por um aumento de pressão superior ao aumento de temperatura e de tensões não-litostáticas. O metamorfismo regional está relacionado com limites convergentes, onde se verificam altas temperaturas e pressões. Algumas rochas deste tipo de metamorfismo são a ardósia, o filito, o micaxisto e a gnaisse.

  • Metamorfismo de contacto: está directamente relacionado com as intrusões magmáticas. Como estão a temperaturas muito elevadas, causam uma instabilidade nos minerais das rochas envolventes à inclusão magmática. Essa instabilidade vai levar ao rearranjo estrutural dos minerais, formando novas ligações químicas, formando, então, novos minerais. Exemplos: corneana, quartzito e mármore.

Diversos minerais que se encontram nas rochas metamórficas são usados para estudar o metamorfismo, sendo usados para estudar o grau de metamorfismo.



quarta-feira, 2 de junho de 2010

Questão de exame (EN 2008, 1.ª Fase, V1)

O Mosteiro da Batalha é um monumento calcário que tem sofrido uma deterioração acelerada, sobretudo após a construção do troço da estrada IC2, que liga Lisboa ao Porto e que passa perto dele.

Relacione a deterioração acelerada que o Mosteiro da Batalha tem sofrido com a sua localização.

Questão de exame (EN 2008, 1.ª Fase, V1)

As reservas subterrâneas de água formam-se, na crosta terrestre, em contextos geológicos de características bem definidas.
O diagrama da figura seguinte representa um possível enquadramento geológico dessas reservas, numa região árida.


Relacione as características geológicas da região com a formação e a manutenção dos aquíferos representados no diagrama da figura.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Rochas magmáticas e rochas metamórficas

No ciclo das rochas aparecem, além das rochas sedimentares, mais dois grupos litológicos - as rochas magmáticas (ou ígneas) e as rochas metamórficas.

Como o próprio nome sugere, as rochas magmáticas são formadas a partir do magma (ou lava) que é formado no interior da Terra por fusão de qualquer tipo de rocha que esteja sujeita a uma determinada pressão e temperatura (mediante a profundidade).

O magma ao ascender a zonas menos profundas (ele é menos denso que o ar e do que as rochas envolventes, e por isso ascende) vai arrefecer lentamente, possibilitando a formação de minerais e, assim, dar origem por consolidação a materiais sólidos e compactos - as rochas magmáticas.

O magma, também convém dizer, é uma mistura complexa de minerais fundidos, cristais em suspensão e gases. Ao arrefecer no interior do Globo, esta mistura magmática vai dar origem às chamadas rochas magmáticas intrusivasplutónicas ou plutonitos, como o caso do granito.

Por outro lado, se por erupções vulcânicas o magma ascender à superfície vai perder a sua fracção gasosa, passando, assim, a designar-se por lava. Naturalmente, esta arrefecerá mais rapidamente, não dando tempo à formação de minerais bem desenvolvidos (ou mesmo a matéria não cristalizada - vítrea) e originando rochas mais escuras (às vezes negras) do que as formadas no interior da Terra. Estas rochas são as chamadas extrusivas, vulcânicas ou vulcanitos, como o caso do basalto.

Por fim, tendo-se já falado nas rochas sedimentares e nas rochas magmáticas, falta falar nas rochas metamórficas.

Estas rochas, como o mármore, por exemplo, só se formam mediante condições especiais de profundidade (pressão e temperartura, fluídos circulantes e tempo; e pH), os chamados factores de metamorfismo (que falaremos numa outra oportunidade!).

Devido à dinâmica da Terra, qualquer rocha pode ser deslocada para zonas mais profundas, ficando sujeita a pressões, temperaturas (e por vezes condições químicas) diferentes das do seu local de génese.

Embora mantenham o estado sólido (podendo, porventura, e nalguns casos, ficar mais plásticas), os minerais vão entrar em desequilíbrio (devido às alterações de condições) e vão-se alterar. Alterando-se a mineralização da rocha (porque se alterou a química dos minerais), passamos a ter uma nova rocha, uma rocha metamórfica.

domingo, 23 de maio de 2010

O Ciclo das Rochas - rochas sedimentares

O ciclo das rochas, também chamado de ciclo petrogenético ou ciclo litológico, é o conjunto de transformações que as rochas sofrem, transformando-se, assim, umas nas outras ao longo do tempo geológico. Pode dizer-se, por isso, que há uma relação de inter-dependência entre os tipos de rochas.

De acordo com o esquema de cima, pode ver-se que há três tipos de rochas: as magmáticas ou ígneas, as sedimentares e as metamórficas.

Aqui, abordaremos o grupo das rochas sedimentares, que são aquelas que se formam à superfície (ou na sua proximidade), resultantes da deposição de sedimentos de outras rochas (ígneas, sedimentares e/ou metamórficas), previamente erodidas, e que depois são compactados e, na maior parte dos casos, ligados entre si por uma matriz siliciosa, formando-se uma rocha sedimentar consolidada. No caso de não haver um cimento de ligação, como no caso das areias das praias, diz-se que a rocha sedimentar é não consolidada.

No entanto, convém aqui falar-se de forma um pouco mais aprofundada acerca deste grupo litológico.

Assim, na génese destas rochas ocorrem fundamentalmente duas grandes fases: a sedimentogénese e a diagénese.

Sedimentogénese - conjunto de processos físico-químicos que compreendem a formação dos materiais que vão originar estas rochas, o transporte e a deposição em bacias de sedimentação.

A sedimentogénese compreende:

Erosão - consiste na remoção de pequenos fragmentos alterados das rochas (de qualquer tipo) - chamados de clastos ou detritos - por acção de agentes erosivos (químicos, físicos e biogénicos). Estes detritos serão a seguir transportados (pela água e pelo vento) para zonas de sedimentação.

Sedimentação - deposição dos detritos (que passam a chamar-se sedimentos) em bacias de sedimentação. Os detritos depositam-se mediante a sua densidade (primeiro os mais densos e pesados) e, se não houver perturbações no meio, a sedimentação é regular, formando-se, assim, estratos ou camadas.

Diagénese - conjunto de processos físico-químicos, após a sedimentação, e que permite que a evolução para rochas mais compactadas. Nesta fase, existe a compactação dos sedimentos, assim como a sua desidratação e cimentação dos grãos.

Estas rochas podem ser de origem clástica (conglomerado e arenito, por exemplo), biogénica (calcário, por exemplo) e quimiogénica (as estalactites e as estalagmites, por exemplo)

As rochas sedimentares são as rochas com maior abundância na Terra (cerca de 80%).